Me formei em 2013 e comecei a trabalhar no dia seguinte. Na clínica popular — onde recebia R$ 2,50 por extração — fiz de tudo durante quase um ano. Saí de lá com a técnica afiada e com confiança no que eu sabia fazer.
O que eu ainda não sabia era gerir. Abri meu próprio consultório e precisei fechá-lo antes de chegar ao ponto de equilíbrio. Tentei de novo com uma sócia — a clínica funcionava, mas a sociedade não. Vendi minha parte e tomei uma decisão que mudou tudo: fui trabalhar numa rede de clínicas para aprender o que a faculdade não tinha me ensinado.
Ali fiz cursos de vendas, comecei o MBA, fui ganhando responsabilidade. Até receber o convite para gerenciar uma unidade do zero.
Acompanhei a obra, contratei e treinei cada funcionário, estruturei cada processo. No segundo mês, a clínica virou no positivo com R$ 130 mil de custo fixo.
Aprendi que sistema funciona — quando você está dentro dele.
Logo depois cometi o erro mais caro da minha trajetória: recomprei a clínica da minha antiga sócia e decidi que agora só queria atender. Deixei a gestão de lado. A mesma clínica que eu sabia fazer funcionar ficou à deriva enquanto eu ficava na cadeira. Em cinco meses, vendi tudo.
Não faltou conhecimento. Faltou presença na gestão — e eu já sabia disso.
Foi esse erro que fechou o ciclo. Eu tinha visto o sistema funcionar quando estava dentro dele. Tinha visto travar quando me afastei. A partir daí, parei de tratar gestão, conexão e conversão como habilidades separadas — e entendi que elas são etapas de um mesmo processo.
Treze anos, três contextos, erros que custaram caro — tudo isso virou um método com cinco etapas que funciona para qualquer clínica, independente do tamanho ou especialidade.
Captação, conexão, conversão, acompanhamento e gestão. Não como conceitos soltos — como um sistema em que cada etapa prepara a seguinte. Porque de nada adianta lotar a agenda se o paciente sai sem marcar. De nada adianta converter se não há acompanhamento. E nenhuma das quatro funciona sem gestão ativa por trás.
Para o dentista que já investiu em curso, já tentou de tudo, e ainda vê paciente sair da consulta sem marcar o tratamento.
Você não está errando na cadeira.
Está perdendo a conexão antes de chegar nela.
Você não está fazendo nada de errado na cadeira.
Está perdendo a conexão antes de chegar nela.
"O paciente vai tratar, que seja com você."